Importância de saber quais são suas despesas fixas e as despesas variáveis

Importância de saber quais são suas despesas fixas e as despesas variáveis

O controle do orçamento pessoal e familiar é o primeiro passo para ter uma vida financeira estável e planejar melhor seu futuro. Saiba como fazer isso de forma simples e prática!

A maneira como você administra suas despesas tem impacto direto em todos os outros aspectos do seu bem-estar e pode ser decisiva para a sua qualidade de vida e planejamento futuro.

Uma vida financeira saudável começa por saber exatamente o que entra e o que sai da sua conta bancária e o que é prioritário ou não dentro do seu orçamento. 

Muitas vezes a expressão “finanças pessoais” pode passar a ideia de algo tedioso, complicado e demorado para, no final, o resultado não ser tão significativo quanto se esperava.

A verdade, no entanto, é que o acompanhamento das despesas fixas e variáveis todos os meses pode ser muito mais simples do que você imagina, desde que você siga alguns passos práticos que vamos apresentar ao longo deste artigo.

Confira agora quais são os cinco passos mais importantes para você controlar seu orçamento mensal e atingir suas metas pessoais.

1. Estabeleça seus objetivos financeiros

É muito comum que as pessoas ignorem suas finanças pessoais e fiquem sem saber como está sua saúde financeira. Com isso, não conseguem traçar estratégias básicas para atingir seus objetivos de curto e longo prazo, como:

  • fazer uma boa faculdade ou pós-graduação;
  • contratar um plano de saúde familiar;
  • matricular os filhos em uma escola melhor;
  • fazer uma viagem de férias;
  • ter um plano de previdência para aposentadoria;
  • trocar de carro;
  • adquirir a tão sonhada casa própria.

Muitas vezes não conseguimos realizar esses objetivos, porque o salário aparentemente não chega ao fim do mês e as dívidas vão se avolumando. E a razão é que algumas modalidades de crédito — em geral, as mais caras, como o rotativo do cartão e o cheque especial — acabam virando um “puxadinho” para conseguirmos dar conta de todas as despesas.

Não é preciso muito para perceber que esses hábitos financeiros são insustentáveis e podem trazer sérias consequências para sua vida pessoal e familiar, colocando em risco tudo aquilo que você conquistou ao longo dos anos.

Para mudar essa realidade, uma medida importantíssima é saber quais são suas despesas fixas e as variáveis, quais são suas dívidas mais caras e o que você pode fazer para adequar sua rotina de gastos e consumo para abrir espaço no seu orçamento e ter uma qualidade de vida melhor.

2. Saiba qual é sua renda líquida mensal

Não tem jeito, se você não souber quanto da sua renda mensal é consumida com gastos obrigatórios (despesas fixas) e discricionários (despesas variáveis), você nunca vai conseguir, de fato, ter mais tranquilidade na sua vida financeira.

Para isso, é muito importante que você coloque no papel tudo o que entra mensalmente na sua conta, como:

  • salário líquido (já descontado imposto de renda, INSS, pensão, crédito consignado etc.);
  • 13º salário;
  • férias;
  • prêmios, bonificações e comissões;
  • renda de aluguéis;
  • outras fontes de renda.

3. Defina quanto você gasta com despesas obrigatórias

Em seguida, liste todas as suas despesas fixas no mês, como:

  • aluguel ou prestação da casa própria;
  • condomínio;
  • IPTU;
  • água, gás e luz elétrica;
  • alimentação;
  • saúde;
  • transporte;
  • mensalidade escolar;
  • telefone celular;
  • internet;
  • lazer;
  • TV por assinatura, plataformas de streaming etc.

Além disso, estabeleça sua média de gasto mensal com supermercado e refeições fora de casa para saber quanto do orçamento é destinado ao grupo “alimentação”. Da mesma forma, no grupo “transporte”, considere a média de despesas com automóvel (combustível, IPVA, seguro, revisões), transporte coletivo e aplicativos de corrida, como Uber e 99.

4. Detalhe suas dívidas e despesas variáveis

Em seguida, faça uma lista detalhada de todas as suas dívidas, com atenção à taxa de juros de cada uma, como:

  • prestações no cartão de crédito;
  • prestações do carro/moto;
  • prestações de lojas e crediários;
  • prestações de empréstimos pessoais.

Não se esqueça ainda de elencar todas as suas despesas variáveis, tais como:

  • passeios, viagens, bares, restaurantes;
  • roupas e calçados;
  • salão de beleza;
  • produtos de cuidado pessoal etc.

5. Faça ajustes nos seus hábitos de consumo

Ao final, monte uma tabela para saber quanto você gasta com essas despesas por mês e por ano. Confronte o resultado com sua renda líquida total e terá seu fluxo de caixa, que pode ser tanto positivo quanto negativo.

Existem hoje diversos aplicativos disponíveis no mercado que podem ajudar a organizar tudo com muita rapidez e facilidade.

Se você perceber que está no vermelho, é hora de realizar mudanças sérias no seu orçamento, cortando, principalmente, despesas variáveis e, se necessário, gastos fixos importantes, como o plano de internet, despesas com o carro, alimentação fora de casa e, dependendo do caso, até mesmo mensalidade escolar e plano de saúde, ainda que seja temporariamente.

Por fim, procure negociar suas dívidas, tentando alongá-las ou reduzir as parcelas mensais, além de procurar linhas de crédito mais baratas para as dívidas mais caras. Com isso, você consegue ter mais fôlego para outras despesas importantes e urgentes.

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