Exames de ressonância magnética identificam distúrbios psicológicos

O obstáculo em começar um tratamento psicológico muitas vezes consiste na dificuldade de se diagnosticar o distúrbio ou doença mental. Ao contrário das doenças que dão sinais físicos, as doenças mentais são mais complicadas de serem identificadas.

Mas essa dificuldade em se diagnosticar um distúrbio psicológico pode ter chegado ao fim.

Uma pesquisa recente apontou que o exame de ressonância magnética pode ser utilizado para identificar alterações no cérebro de pessoas que tem distúrbios psicológicos.

Esse fato só enfatiza mais um benefício da utilização desse exame que já é conhecido mundialmente por conseguir detectar várias doenças e lesões do corpo.

 

O que é Ressonância Magnética?

A ressonância magnética é um exame de imagem muito avançado que permite a visualização de imagens internas do corpo humano através da utilização de ondas magnéticas.

Seus recursos podem ser utilizados em todas os membros do corpo e analisam aspectos anatômicos e funcionais. Dessa forma, esse tipo de exame é pedido por muitos médicos para detectar as seguintes doenças e anormalidades:

  • Doenças cerebrais e na medula espinhal;
  • Identificação de tumores benignos e malignos;
  • Sondar a existência de câncer de mama;
  • Identificar lesões nas articulações;
  • Verificar a existência de doenças no coração;
  • Analisar a dor pélvica e encontrar miomas.

E atualmente foi verificado que os exames de RM são capazes de identificar mudanças cerebrais comuns em tratamentos psiquiátricos.

 

Distúrbios analisados nas ressonâncias magnéticas

Um grupo de pesquisadores médicos fizeram a análise das imagens da ressonância de pacientes com os seguintes distúrbios:

  • Depressão;
  • Autismo;
  • Transtorno bipolar;
  • Esquizofrenia;
  • Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)
  • Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)

O estudo verificou que processamentos neurobiológicos foram relacionados a espessura cortical nos transtornos citados acima.

Além disso, por meio da comparação das imagens dos exames de pessoas distintas, os estudiosos puderam descobrir pessoas que são muito parecidas. Esse é um caminho interessante para diferenciar o cérebro de pessoas saudáveis e pessoas que tem algum distúrbio no cérebro.

 

Como funciona o exame de ressonância magnética

Para os casos de estudo de distúrbios psicológicos, o exame funciona da seguinte maneira: as informações coletadas pelo aparelho de ressonância geram dados que permitem elaborar um mapa da superfície cerebral da pessoa analisada.

Essas informações são coletadas enquanto a pessoa realiza diversas atividades como ler, escrever, descansar ou ficar em silêncio.

A partir daí é possível verificar onde houve mudança cerebral de acordo com a atividade realizada. A quantia de informações disponibilizadas pelo exame possibilitou que os médicos verificassem quantas vezes ao dia as redes cerebrais se alteravam.

 

Benefícios da RM

Por ser um exame altamente tecnológico a ressonância magnética apresenta os seguintes benefícios:

  • Não utiliza a radiação como a tomografia computadorizada e o raio x e por isso pode ser feito por gestantes, crianças e pessoas que precisam repetir os exames de imagem com frequência;
  • Não foi identificado nenhum dano ou prejuízo da saúde para as pessoas que fizeram a RM;
  • A ressonância é muito mais detalhada e avançada que os exames tradicionais de raio x;
  • Pode detectar doenças intrauterinas em mulheres precocemente;
  • Os contrastes usados para realizar a RM não causam alergia aos pacientes.

Além disso a ressonância é um exame rápido que dura de quinze a trinta minutos, podendo durar no máximo duas    horas.

 

Contraindicações

Apesar de todos os benefícios do exame da RM, nem todas as pessoas estão aptas a prosseguir com o procedimento.

Apesar da maior parte das pessoas poder fazer o exame, é importante ressaltar os casos dos indivíduos que podem ter algum problema ao passar pelo exame.

Veja abaixo alguns casos específicos onde é necessário conversar com o médico antes de fazer a RM:

  • Caso o paciente seja portador de marca passo;
  • Caso tenha tatuagens no corpo;
  • Próteses ortopédicas;
  • Clipes vasculares metálicos;
  • DIU.

De forma geral, as pessoas que podem ter no corpo qualquer substancia de metal como piercings internos ou tatuagens definitivas devem comunicar o médico antes, pois esse material em contato com as ondas magnéticas emitidas pelo aparelho de RM pode causar prejuízo a saúde do paciente.

 

Conclusão

A ressonância magnética é um exame muito conhecido e solicitado por diversas especialidades de médicos devido ao seu grande número de detalhes e qualidade nas informações.

Nos últimos anos foi identificada mais uma utilização desse exame, dessa vez para observar alterações cerebrais em pessoas que tem distúrbios psicológicos. Infelizmente, nem todas as pessoas estão aptas para realizar o exame, e por isso é essencial ter uma comunicação clara com o médico e esclarecer qual a sua condição antes de marcar o exame.

A torcida é que os exames que poderão ser utilizados no diagnóstico de doenças mentais sejam cada vez mais aprimorados e desenvolvidos para que todo o tipo de pessoa seja capaz de ser diagnosticada e consequentemente tratada.

 

 

 

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