Quais são os tipos de fraturas mais comuns?

Quais são os tipos de fraturas mais comuns?

As fraturas ósseas ocorrem quando há uma perda de continuidade do osso, ou quebra, resultando em um ou mais pedaços. Na maioria dos casos, a fratura ocorre em decorrência de quedas, pancadas ou acidentes.

Porém, mulheres na menopausa e idosos apresentam ossos mais frágeis, o que torna a fratura mais provável mesmo durante as atividades simples do dia a dia.

Quais são os tipos de fraturas que existem com base na causa?

Veja logo abaixo quais são os tipos mais comuns de fraturas que podem acontecer com qualquer pessoa!

Traumáticas e patológicas

Fratura patológica refere-se a qualquer fratura que ocorre em um osso previamente doente. Fraturas podem ocorrer quando existe alguma doença de saúde, como a osteoporose, câncer nos ossos ou se o paciente tiver um problema que afetou seus ossos, como osteomielite, distúrbios ósseos metabólicos ou artrite.

Já as fraturas traumáticas são as mais frequentes, que ocorrem quando uma força externa excede a resistência óssea, causando grande impacto no osso, como pancadas ou acidentes.

Uma situação que pode ser um exemplo desse tipo de fratura, é quando o paciente cai no chão e se apoia com a mão, fraturando a clavícula.

Tipos de fraturas com base na lesão

As fraturas também são divididas em um subtipo, com base no nível da lesão.

Fadiga ou estresse

Devido a uma combinação de microfraturas decorrentes de um trauma que afetou os ossos, é possível desenvolver uma fratura por fadiga nas articulações que usa com maior frequência. É mais comum entre atletas, bailarinas e jogadores de basquete devido ao uso excessivo.

Uma fratura por estresse ocorre devido a fadiga, significando que a renovação óssea não é capaz de dar conta da necessária remodelação de um osso quando submetido a exercícios repetitivos.

Podem ocorrer microfraturas que, se não tratadas prontamente, podem levar a uma fratura completa. Se parece uma rachadura e é mais complicada de fazer diagnóstico por meio de um raio x normal.

Quem sofre uma fratura por fadiga experimenta dores atípicas de natureza progressiva, com reparação óssea simultânea.

Simples

As fraturas fechadas, como também são conhecidas, acontecem quando se danifica os ossos, mas não provoca a perfuração da pele. Uma fratura recebe a classificação de simples (por vezes também chamada de fechada) quando o osso não se estende para o exterior, perfurando a pele.

Fortes dores, hematomas e inchaço são alguns dos sintomas. É preferível evitar movimentar ou colocar no lugar o membro que fraturou enquanto aguarda atendimento, caso a pessoa tente colocar o osso de volta ao lugar ou manipular de qualquer forma, ela piorará e não poderá se curar de forma correta.

Expostas

É o contrário da fratura simples, e ocorrerá uma luxação do osso que perfura a pele. Como resultado, infeccionar a região em uma fratura exposta é bem comum.

Quando um osso perfura a pele, é possível introduzir bactérias em seu corpo por meio da ferida exposta, além de sangrar muito. Dessa forma, há uma grande chance de ocorrer uma infecção mais séria.

É preciso que um profissional limpe a ferida de forma adequada, o osso que fraturou necessita de estabilização para cicatrizar e a ferida exposta precisa se fechar com pontos.

Complicadas

É extremamente perigoso, isso porque, causa sérios danos às estruturas sensíveis do corpo, como vasos de sangue, pele, músculos e órgãos, colocando em perigo a vítima.

Como o próprio nome indica, uma fratura complicada apresenta uma recuperação mais difícil e lenta.

Completas

Caso o osso esteja inteiramente fragmentado, significa que houve uma fratura completa. Nesse tipo, o osso se divide em mais de dois pedaços, ocorrendo uma separação total, que recebe classificação conforme a posição em que aconteceu a fratura:

  • Transversal: a fratura é reta pelo osso em posição perpendicular;
  • Obliqua: a fratura passa pelo osso, formando um ângulo oblíquo;
  • Espiral: um osso fraturado é separado e a fratura forma espécies de espirais ao redor do eixo longitudinal.

Incompletas

Quando duas partes de um osso são separadas de modo parcial, significa que, quando ainda há uma conexão entre elas, a fratura é chamada de incompleta. Isso indica que o osso pode sofrer uma rachadura ou até ter sido estilhaçado, porém, não foi separado em mais de dois pedaços.

Por causa da fragilidade dos ossos das crianças, elas estão mais suscetíveis a sofrer com uma fratura incompleta.

Por compressão

Ao comprimir os ossos, ocorre uma fratura por compressão. O osso fraturado ficará mais largo e achatado em seu aspecto.

Essas fraturas ocorrem mais frequentemente na coluna vertebral e é possível fazer com que as vértebras entrem em colapso. A osteoporose, é um fator que pode desencadear esse tipo de fratura.

E também vale notar que, esse tipo de fratura pode ocorrer quando a pessoa cai de bunda, impactando verticalmente a coluna. Esse tipo é mais frequente em pessoas idosas e, na maioria das vezes, entre as que possuem osteoporose, doença que torna os ossos mais fracos.

Tratamento

Além de aliviar as dores, o tratamento implica na sua redução.

Este termo refere-se ao processo de restauração do osso à sua posição normal, sendo possível realizá-lo através de cirurgia. Outra opção é através da manipulação da área sem recorrer a incisões na pele.

A área que sofreu fratura sempre exigirá alguma forma de imobiliza-la, que pode depender muito da região. Existem uma série de dispositivos de imobilização que é possível usar durante este tempo de tratamento.

Entre eles estão os conhecidos aparelhos gessados, que imobilizam as articulações proximais à fratura do traço. As imobilizações cirúrgicas geralmente usam fixadores externos como o fixador circular Ilizarov e fixadores internos como placas e parafusos que fixam o osso.

Também é necessário realizar a fisioterapia segundo a orientação médica para restabelecer os movimentos do membro afetado. E vale destacar que o período de recuperação varia muito e depende de diversos pontos, incluindo:

  • Osso fraturado;
  • Idade;
  • Comorbidades;
  • Capacidade de se recuperar;
  • Tipo de fratura.

Conclusão

Em suma, agora que você já sabe quais são os tipos de fraturas ósseas, não deixe de compartilhar este conteúdo com os seus amigos que também têm interesse em saber sobre!

E caso tenha gostado do conteúdo, não deixe de conferir outros como este em nosso blog!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.