Commodities têm puxado para a cima a economia brasileira

Empresária especializada na comercialização de commodities brasileiras, Gabriella Vivere acompanha de perto e com otimismo o aumento de preço dos produtos.

O Brasil está vivendo um período especial na economia, semelhante ao que foi visto no início dos anos 2000, durante o Governo Lula: a alta das commodities. Produtos como café, soja e suco de laranja, importantes ingredientes da balança comercial brasileira, têm tido elevação dos preços, o que vem puxando para cima a bolsa. Um dos motivos é a rápida recuperação econômica dos Estados Unidos e da China, as duas grandes economias do planeta e importantes compradores dos produtos brasileiros. A empresária Gabriella Vivere, que negocia produtos como açúcar e café para outros países, vem acompanhando com entusiasmo o momento. “Senti muita diferença na procura. Minha percepção é que as vendas aumentaram nos últimos tempos e, com isso, os preços subiram”.

Ela comercializa açúcar do tipo Icumsa 45 e Café Arábica do tipo cereja descascada. De acordo com Gabriella, que prefere não divulgar valores de suas transações, o açúcar está mais de 10% mais caro. O preço do café tem um preço especial em relação às demais commodities. Enquanto elas têm seus valores de acordo com a bolsa, o café tem uma cotação própria, que também subiu. A recuperação do comércio internacional é esperada pela Organização Mundial do Comércio, que calcula crescimento de 8% das transações neste ano, em oposição a 2020, que registrou queda de 5,3% devido à pandemia. Expectativa corroborada por analistas no Brasil: bancos e consultorias estimam que o superávit nas exportações poderá chegar a US$ 73 bilhões. O número é 30% maior que o de 2017, quando foi registrado o último recorde, de US$ 56 bilhões. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados no dia 1° de junho mostraram que no primeiro trimestre de 2021, em relação ao quarto trimestre de 2020, as exportações de bens e serviços cresceram 3,7%. O destaque foi a produção agropecuária, que cresceu 5,7%, enquanto a indústria teve crescimento de 0,7% e serviços 0,4%. Para Gabriella, o cenário é um respiro de alívio para o Brasil. “Nossos produtos já são valorizados no exterior e a procura só tem crescido, os produtores estão conseguindo lucrar e fazer girar as economias locais, é visível o impacto positivo”, comemora.

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